A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) criticou a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a suspensão de investigações da Receita Federal que atingiram ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Moraes também afastou temporariamente dois servidores da Receita que quebraram o sigilo dos ministros indevidamente. A decisão foi publicada depois de mensagens publicadas pelo site Intercept Brasil, em parceria com a Folha, mostrarem o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, incentivando investigar ministros do STF que ele considerava "contrários" à operação. " [A decisão] é mais um capítulo do ilegal Inquérito nº 4.781.

Um dos primeiros reflexos da investigação do STF foi a censura prévia à reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista que fazia menção à codinomes utilizados pelos executivos da construtora Odebrecht, submersa na Operação Lava Jato. Entre as alcunhas figurava o "amigo do amigo do pai" de Marcelo Odebrecht. O executivo teria afirmado à Polícia Federal que o termo referia-se a Toffoli. Marcelo, que está em prisão domiciliar desde 2017, firmou acordo de colaboração premiada e as informações repassadas à Polícia Federal (PF) fazem parte da sua delação. A decisão de censurar a reportagem causou constrangimento entre a Corte e entidades jornalísticas.